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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tibá - um dos precursores











Revendo algumas bibliografias lembrei deste site - tem diversos cursos e um dos organizadores é um dos papas da construção alternativa. ecologicamente correta ou o termo que voce quiser para morar ou construir com coerencia. Tem inumeras ideias de bio-construção, Muito bom! Segue um pequeno trecho e o endereço:
"Toda arquitetura consiste em fazer uma cobertura e suas funções são iguais para qualquer ser humano. De um jeito ou de outro, o homem quer se proteger do sol, da chuva, do vento, dos outros animais – enfim, ele quer se sentir seguro dos elementos que podem causar desconforto. Uma casa é para se sentir bem, não interessa se é luxuosa ou se é de um simples material como o gelo, a essência é de nos cobrir e de proporcionar uma área para dormir, trabalhar, conviver, namorar - isso é o que esperamos de uma moradia, e esse é o trabalho do arquiteto: criar um espaço em harmonia."

sábado, 18 de julho de 2009

Bambu - utilização outras




texto do site: http://www.brasilis.pro.br/
A construção com bambu foi largamente utilizada no meio rural principalmente no período colonial. Construções de pau a pique ainda se encontram presentes em várias regiões brasileiras. O bambu também é objeto de estudos para o reforço do concreto, ou combinado com diversos tipos de aglomerantes.

O bambu é uma matéria-prima muito utilizada em diversas partes do mundo para os mais variados fins. No Brasil, no entanto, ainda não se aproveita todo o potencial dessa gramínea gigante.

Este segmento do portal brasilis tem como objetivo fornecer informações sobre o uso racional do bambu.

A espécie vegetal conhecida vulgarmente por bambu pertence à família das Gramineae e apresenta mais de mil espécies espalhadas pelo mundo. A maioria das espécies encontra-se distribuída nos Continentes Asiático e Americano. A Ásia é o maior centro de biodiversidade do bambu, podendo ser considerada seu berço.

Devido às suas múltiplas utilizações e pela facilidade de efetuar seu plantio, o bambu é considerado, principalmente pelos povos asiáticos, como uma dádiva dos deuses, ouro verde da floresta e amigo do homem. No entanto, em outros países, como no Brasil, ao bambu é atribuído, de forma pejorativa, o título de "madeira dos pobres".

No Brasil, as espécies mais conhecidas de bambu são de origem asiática. Algumas delas foram introduzidas pelos colonizadores portugueses (gêneros Bambusa e Dendrocalamus), outras mais recentemente por imigrantes asiáticos (gêneros Sasa e Phyllostachys). As espécies nativas no Brasil são conhecidas geralmente por taquara, taboca, jativoca, taquaruçú ou taboca-açú, conforme sua região de ocorrência. Existem grandes áreas desses tipos de bambu na floresta amazônica (Acre), parque da Foz do Iguaçú e nas margens de alguns rios do Pantanal. Nessas regiões ocorrem bambus do gênero Guadua - um dos mais importantes em construções.

Quando comparado com a Colômbia e o Equador, o Brasil encontra-se em clara desvantagem no tocante ao uso do bambu. Uma hipótese provável, para esse "atraso" tecnológico, refere-se à direção de colonização desses países, ou seja, enquanto que o Brasil foi colonizado via Oceano Atlântico, a Colômbia e o Equador o foram pelo Oceano Pacífico. Os portugueses, interessados apenas na extração do pau-brasil presente na Mata Atlântica, não deram importância às gramíneas existentes nessa floresta, devido ao fato das mesmas apresentarem pequeno porte, não servindo, de um modo geral, para uso em construções. Cabe lembrar que os bambus genuinamente nacionais e que apresentam porte elevado encontravam-se longe da Costa Atlântica; pode-se, inclusive, dizer que a "descoberta" das florestas de bambus gigantes brasileiros é relativamente recente. Por outro lado, quando os espanhóis iniciaram a colonização de seus territórios na América do Sul, se defrontaram com verdadeiras fortalezas construídas pelos nativos, feitas com o bambu Guadua. Desse modo, os descendentes desses nativos apenas continuaram (e aprimoraram) o uso da tecnologia da construção com bambu.

Bambu na estrutura e outros usos

Bambu é alternativa para construção civil


Dono de extensas reservas naturais, localizadas em áreas tropicais e subtropicais, o Brasil pode obter uma boa economia de recursos com a utilização do bambu na construção civil.

Essa alternativa é defendida pelo professor Khosrow Ghavami, que há mais de 20 anos desenvolve estudos sobre o uso do bambu e outros materiais, como fibras de coco, que podem baratear o custo da construção civil. Ghavami é professor titular do Departamento de Engenharia Civil da PUC-Rio e vem desenvolvendo pesquisas sobre a substituição do aço pelo bambu na fabricação de estruturas de concreto. Segundo ele, o material tem resistência suficiente para ser utilizado na fabricação das estruturas. Nos ensaios realizados na universidade, o bambu apresentou resistência à tração de 200 MPa, índice próximo aos 240 MPa apresentados por uma chapa de aço.

“Com esses estudos estamos provando cientificamente que o bambu pode ser utilizado na construção civil”, afirma Ghavami, um dos fundadores e atual presidente da Associação Brasileira de Ciências em Materiais e Tecnologias Não Convencionais (ABMTENC). Para garantir a durabilidade, o material recebe tratamento para evitar apodrecimento e ataque de fungos e cupins.

Uma das principais vantagens do uso do bambu é a economia. Pelos cálculos do professor Ghavami, a utilização pode reduzir em mais de 30% o custo final da construção. Só para ter uma idéia, a fabricação de um tubo de aço consome 50 vezes mais energia do que um de bambu com as mesmas proporções.

A equipe de Ghavami vem dedicando-se a estudar 12 dos 1.200 tipos de bambu já catalogados. “Atualmente, estamos fazendo o mapeamento das suas micro- estruturas para estabelecer as propriedades físicas e mecânicas de cada tipo e verificar a adequação a cada forma de utilização”, explica Khosrow Ghavami, que recebe apoio da FAPERJ através do programa Cientistas do Nosso Estado.

Bambu: uma alternativa com aval de 6 mil anos

A utilização do bambu tem outras vantagens. O material não é poluente, ao contrário do amianto, cuja utilização está proibida em alguns países europeus por estar associado a certas formas de câncer. Além disso, as reservas de bambu são renováveis. “Por tudo isso, pode-se afirmar que o bambu será o material do século XXI”, afirma o professor, lembrando que o bambu já pode ser cortado após três anos de plantado.

Pouco difundida nos grandes centros do Brasil, a utilização do bambu e de fibras vegetais é mais antiga do que se possa imaginar. No Irã, há registro de habitações com mais de 6 mil anos construídas com palha de trigo. O bambu também é amplamente adotado em países como Japão, China e Filipinas. Na América do Sul, o material foi muito usado na região onde fica a Colômbia, mas boa parte foi destruída no período de colonização espanhola. Apesar do baixo custo, o bambu ainda é utilizado no Brasil, quase que exclusivamente, em construções temáticas e de luxo. Já na Costa Rica é empregado em casas populares.
Fonte:
© FAPERJ –

domingo, 12 de julho de 2009

Madeiras tratamento via sabedoria popular

Peguei da revista Arquietura&Construção de abril 1996 (ano 12, n.o 4). Como tenho uma quantidade razoável de madeira diversas no Cimples, tenho algum interesse no tratamento de madeiras. Segue resumo:
Receitas da sabedoria popular
- azeite de dênde, óleo queimado de caminhão e fumaça
Amazonas - fumaça de fogo de cozinha imuniza a madeira da estrutura e inexiste o cupim.
*Brasilia - cera de carnaúba com cera de abelha e parafina + acabamento muito bom;
*São Paulo - receita dos caiçaras paulistas - embutir parafusos e passar óleo de linhaça.
*Minas Gerais - madeira enterrada, cupim com certeza - cobrem com piche parte da madeira;
*Pernambuco - truque contra a umidade do litoral - camada asfaltica no chão das casas antes do assoalho de madeira;
* Bahia - azeite de dênde com sebo animal prolonga vidas das embarcações de madeira;
* Rio Grande do Sul - madeira no fundo dos rios - resistencia de anos das toras;
* Santa Catarina - proteção de madeira de demolição: óleo queimado de caminhão e misturam com óleo diesel novo para graduar a cor;

principais inimigos:
# sol - trincas e empena, coloração original.
# chuva - mofo, cor, textura e rigidez;
# cupins - apetite insaciavel pela celulose: devoram com colonias enormes subterraneas;
# fungos - peças atingidas por umidade - mofo.

Produtos industrializados de proteção (matéria de 1996)
# massa a óleo - receber esmaltes
# cupinicidas - antes de qualquer acabamento
# seladoras - fundo para vernizes
# vernizes à prova de agua e abrasão - assoalhos
# vernizes que protegem da umidade - ambientes internos